04 junho 2014

Felina

Por 
MARIA ANGÉLICA GUICHARD
Redatora publicitária, atriz e poetisa
Porto Alegre - RS
guriadapoesia@yahoo.com.br









FELINA

Fitaste tão fundo que me derrubaste,
Com teu olhar de brilho derradeiro,
Aos poucos, fui caindo ao chão, e 
Só então eu te enxerguei por inteiro.

Vi na queda teu imbatível orgulho, 
Morto cavalo de batalhas,
Em que galopaste,
Sem freios

Olhei longe e avistei bem perto,
Os mortos e feridos que sangraste,
Para singrares mais forte, com sorte,
Em outros reinos.

Só do chão percebi
A dimensão das tuas afiadas garras,
E o poder dos teus maléficos 
E intrínsecos desejos

De querer despojar de mim,
Muito mais do que a vida e a alegria,
Pois querias arrancar, dar um fim, 
Aos meus amigos, amor e energia.

Se tu queres mesmo acabar comigo,
Vem logo, anda, me arrebata inteira,
Lambe tudo, escarnes, descoles ossos
Arranca a pele, se é que isso te faz faceira.

E saibas que se te peço mesmo que avances,
É porque sei que não tens a mínima chance,
Podes vir, te apressa, depressa, tô bem calma,
Pois jamais tu terás acesso à minha alma!

* Do Livro "PEDAÇOS DE MIM" (2001)

















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