29 dezembro 2014

O POETRIX e o nosso milênio: AMISTOSIDADE, LUDICIDADE e CONCIABILIDADE

Por 
GOULART GOMES
Poeta e criador do poetrix
Salvador - BA
goulartgomes@hotmail.com








O POETRIX e o nosso milênio: AMISTOSIDADE,
LUDICIDADE e CONCIABILIDADE

Neste ano de 2014, o POETRIX completou quinze anos de criação, considerada como marco inicial a divulgação do Manifesto Poetrix, publicado no livro Trix, Poemetos Tropi-Kais, de minha autoria, que teve seu lançamento na Bienal do Livro da Bahia, em 1999. Este irmão caçula das linguagens literárias está em sua primeira infância, ainda engatinhando, comparado ao seu avô, o haikai, que tem cerca de 1.000 anos. 
Contudo, a sua propagação no Brasil é tão grande quanto a do seu ancestral, para não falarmos da sua divulgação em Portugal e nos países hispano-hablantes.

Impulsionado pelos grupos e redes sociais em um “case” exemplar de marketing viral, contaminou desktops, notebooks, celulares, tablets, smartphones, iphones e ipads, indo muito além do seu codinome inicial  - “O Poeminha da Internet” – e da tradicional mídia impressa.

E o que teria levado o poetrix a contar com centenas de milhares de tercetos publicados nos ambientes virtuais, por centenas de autores, em tão pouco tempo? Numa análise superficial, mas não supérflua, podemos facilmente atribuir alguns fatores a este sucesso. Em um artigo anterior, intitulado “Poetrix, uma proposta para o novo milênio”, já discorremos a respeito da total correlação entre o poetrix e os príncipios enunciados por Ítalo Calvino, em Seis Propostas para o Próximo Milênio: Leveza, Rapidez, Exatidão, Visibilidade e Multiplicidade. Mas além destes, temos outros elementos que podem ser a ele associados, numa leitura em contexto midiático. Assim, tomo emprestado termos de outras áreas de conhecimento, para expressar o atual momento do Poetrix.

O primeiro deles seria a AMISTOSIDADE. O poetrix tem essa qualidade de ser simpático e atraente à primeira vista. A possibilidade de ser humorístico, sarcástico, crítico, político, romântico ou erótico – para citar apenas algumas – cria alternativas variegadas, provocando a empatia com quem o conhece pela primeira vez, sendo atraído por sua riqueza e diversidade. Como em todos os processos artísticos, produzir uma obra de maior qualidade – atingir o ‘estado da arte’ – não é uma tarefa fácil. E não é diferente com o poetrix. É preciso minimalizar muito para fazer um grande poetrix. A grande diferença é que a sua simplicidade permite ao novo praticante uma rápida assimilação dos seus critérios, reduzindo o tempo entre a absorção da teoria e a sua prática.

Outra característica do poetrix é a sua LUDICIDADE, o que tem propiciado que crianças e adolescentes sejam “iniciados” ao universo da arte não apenas pelas artes plásticas, música e dança, mas também pela literatura. Incessantemente recebemos relatos, provindos de diversas cidades do Brasil, sobre exitosas oficinas de poetrix, promovidas pelos professores, com crianças de todas as idades, chegando mesmo à publicação de livretos, estimulando a criatividade e o conhecimento, permitindo interações, de uma forma alegre e divertida, princípios fundamentais do “aprender com prazer”. Esta vertente pedagógica do poetrix é para nós supreeendente e gratificante, propulsionando-o a um “status” que jamais teríamos imaginado. Deste exercício, já decorrem várias monografias e trabalhos acadêmicos inspirados nos resultados obtidos.

Por fim, a sua CONCIABILIDADE, que faculta o seu diálogo e assimilação por todas as mídias, técnicas e tecnologias. Como texto, o poetrix  atende às limitações de um twitter ou SMS; como imagem, pode ser veiculado em um Instagram ou WhatsApp; pode ser pintado em uma tela, fotografado, se tornar um móbile ou um banner; pode estar escrito na efemeridade da areia ou na perenidade do granito. 

Sabemos que a literatura permanece, mas que suas formas de veiculação se transformam ao longo do tempo: da escrita cuneiforme ao armazenamento em nuvens (clouds), aonde os poetas vivem, diga-se de passagem. O poetrix, tão moderno e tão eterno,  perpassa tudo isso que vivemos, e ainda o que está por vir. Como habitualmente dizemos, é uma pílula, pronta a ser ingerida, e com os mais saborosos efeitos colaterais. Experimente sem moderação.


LEIA TAMBÉM “Poetrix, uma proposta para o novo milênio”

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